Em 29 de janeiro de 2026, Israel, Grécia e Chipre formalizaram um acordo trilateral de cooperação militar, que inclui a realização de exercícios conjuntos e a intensificação do diálogo estratégico entre as nações. Este acordo surge em um momento crítico, quando as tensões com a Turquia aumentam, especialmente em relação a disputas por recursos energéticos no Mediterrâneo Oriental.
As preocupações com a segurança na região foram um fator impulsionador para a formalização deste pacto. A rivalidade com a Turquia, que observa atentamente as movimentações do novo bloco militar, levanta questões sobre as intenções por trás do fortalecimento dessa parceria. Especialistas sugerem que o acordo pode ser interpretado como uma resposta a outras alianças militares, como as que existem dentro da OTAN.
A análise do cenário atual é crucial para entender os desdobramentos dessa aliança. A professora de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense, Dominique Marques, discute essas questões em uma entrevista transmitida pela Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro. As implicações desse acordo podem afetar não apenas as relações entre os países envolvidos, mas também o equilíbrio de poder na região do Mediterrâneo.

