Vorcaro e ex-presidente do BRB divergem em acareação sobre fraudes

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentaram versões opostas durante a acareação realizada pela Polícia Federal em 30 de dezembro de 2025. A acareação foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, que comanda as investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master e a tentativa do BRB de adquirir ativos do banco. O caso levanta questões sobre a origem e a negociação dos créditos envolvidos, que podem totalizar R$ 17 bilhões.

Durante o depoimento, Vorcaro alegou que as carteiras de crédito da empresa Tirreno, vinculada ao Banco Master, eram originadas de investimentos de terceiros, e que essa informação foi repassada ao BRB nas negociações. Em contrapartida, Costa afirmou que havia recebido a informação de que os créditos eram de propriedade do Banco Master, indicando um possível mal-entendido ou falta de transparência nas transações. As investigações da PF sugerem que a Tirreno poderia ser uma “empresa de fachada” para simular operações irregulares de compra e venda de créditos.

As investigações sobre o Banco Master, que resultaram na liquidação da instituição pelo Banco Central, seguem no Supremo Tribunal Federal devido à citação de um deputado federal no caso. A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, apura a concessão de créditos falsos e levanta sérias preocupações sobre a integridade das práticas bancárias na região. O desdobramento deste caso pode impactar significativamente o sistema financeiro e a confiança pública nas instituições financeiras do Distrito Federal.

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