Em dezembro de 2025, Grécia, Chipre e Israel formalizaram um acordo de cooperação militar que inclui diálogos estratégicos e exercícios conjuntos. A iniciativa visa conter a crescente influência da Turquia no Mediterrâneo Oriental, especialmente em face das disputas sobre recursos energéticos. Essa aliança surge como uma resposta à intensificação das ações turcas na região, que se tornaram mais agressivas após a descoberta de reservas de gás significativas.
A Turquia tem buscado ampliar sua soberania energética, enviando navios de guerra para proteger suas operações de perfuração. Essa estratégia tem gerado insegurança em países como Grécia e Chipre, que historicamente enfrentaram a perda de territórios para Ancara. A análise da internacionalista Dominique Marques sugere que, para esses países, aliar-se a Israel, mesmo com os riscos políticos, é preferível ao potencial de perda de crescimento econômico devido à exploração turca de gás.
Israel, por sua vez, vê a parceria como uma oportunidade de romper seu isolamento político, agravado por suas ações na Palestina. A presença da Turquia na aliança torna a situação ainda mais complexa, mesmo com o respaldo da OTAN para a Grécia e a influência sobre Chipre. O acordo trilateral pode alterar a dinâmica de poder na região, evidenciando a fragilidade das relações geopolíticas no Mediterrâneo Oriental.

