Os depoimentos prestados à Polícia Federal por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, expõem divergências significativas sobre a origem das carteiras de crédito e a liquidez do banco. Vorcaro sustenta que notificou o encerramento das operações em abril de 2025, enquanto Costa afirma que não houve indícios de irregularidade até o final daquele mês, gerando um impasse sobre a responsabilidade nas operações realizadas entre as instituições.
Durante os depoimentos, Vorcaro alegou que as carteiras de crédito eram originadas por terceiros e não pertenciam ao banco, uma informação que, segundo Costa, não estava clara nas tratativas. Além disso, a questão da liquidez do Banco Master também foi debatida, com Vorcaro refutando alegações de insuficiência de caixa, enquanto Costa sustentou que o BRB tinha preocupações sobre a capacidade do banco de honrar compromissos financeiros. Essas contradições indicam um cenário complexo e potencialmente problemático para ambas as partes.
As divergências nos depoimentos podem ter repercussões significativas nas investigações em andamento e na confiança do mercado em relação ao Banco Master e ao BRB. A continuidade das apurações pela Polícia Federal poderá elucidar as responsabilidades e a veracidade das informações apresentadas, o que é crucial para a estabilidade e a credibilidade das instituições financeiras envolvidas.

