Em 29 de janeiro de 2026, a Venezuela aprovou uma reforma significativa em sua legislação petrolífera, abrindo o setor para investimentos privados em um contexto de pressão dos Estados Unidos. A Assembleia Nacional, sob a liderança da presidente interina Delcy Rodríguez, sancionou a nova lei, que modifica um texto de 2006 e agora busca atrair empresas internacionais para revitalizar a economia nacional.
A nova legislação altera o modelo de controle estatal estabelecido por Hugo Chávez, permitindo que empresas privadas explorem e comercializem petróleo sem a participação do governo. A medida inclui a redução de impostos e a criação de contratos diretos com investidores, além de oferecer garantias para a operação em campos virgens, que não estavam sob exploração anteriormente. O governo espera que essa abertura traga novas receitas e melhore as condições do setor, que tem enfrentado dificuldades devido a sanções e má gestão.
As implicações dessa reforma são profundas, pois ela representa uma mudança estratégica na relação da Venezuela com os Estados Unidos e o mercado internacional. Enquanto alguns trabalhadores expressam otimismo quanto ao futuro da indústria, críticos alertam para os riscos de privatização e falta de transparência nas novas operações. A expectativa é que essa reviravolta transforme o cenário econômico do país, mas as incertezas permanecem quanto à sua implementação e sustentabilidade a longo prazo.

