Na última quinta-feira (29), o Parlamento da Venezuela aprovou uma reforma da lei petrolífera que abre a indústria a investimentos de empresas privadas. Essa mudança ocorre em um momento em que os Estados Unidos buscam retomar suas operações no país, após a derrubada de Nicolás Maduro em uma operação militar. A proposta agora segue para a sanção da presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu após a captura de Maduro em 3 de janeiro.
A reforma, proposta por Rodríguez, visa transformar a relação historicamente hostil entre a Venezuela e os Estados Unidos em uma nova fase de cooperação. O novo texto legislativo garante mais segurança jurídica ao setor privado, diminui os impostos e retira o controle estatal sobre a exploração de petróleo. Essa abordagem reflete um esforço do governo interino para revitalizar uma indústria que sofreu com anos de desinvestimento e má gestão, além de estar sob embargo desde 2019.
As implicações dessa reforma poderão ser significativas, não apenas para a economia venezuelana, mas também para a dinâmica geopolítica na região. A expectativa é que a entrada do capital privado possa revitalizar a produção petrolífera, crucial para a recuperação econômica do país. No entanto, a implementação dessa lei e sua aceitação por parte do setor privado ainda dependem de fatores políticos e econômicos complexos.

