Na última quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, o mercado financeiro brasileiro registrou a sétima queda consecutiva nas taxas de juros futuras, influenciada por dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As informações mostraram uma perda líquida de 618.164 vagas formais em dezembro, indicando um cenário econômico mais desafiador do que o esperado, o que reforçou as expectativas de afrouxamento monetário por parte do Banco Central.
O Comitê de Política Monetária (Copom) já havia sinalizado a possibilidade de um corte na taxa Selic em sua próxima reunião, caso as condições econômicas se mantenham. Essa expectativa levou investidores a apostarem em contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI), resultando em uma queda nas taxas dos DIs, que registraram recuos significativos até o fechamento do pregão. A movimentação foi acentuada pela redução do dólar, que também contribuiu para o alívio nas taxas de juros futuras.
Com a expectativa de um ciclo de cortes de juros se aproximando, analistas têm projetado que o Copom poderá iniciar a flexibilização já em março. O mercado, por sua vez, precifica uma alta probabilidade de um corte de 0,50 ponto percentual na Selic, refletindo uma mudança na perspectiva econômica. A atenção agora se volta para a magnitude do corte e suas possíveis repercussões no cenário econômico brasileiro.

