Em 29 de janeiro de 2026, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1936, uma queda de 0,25%, em um pregão marcado por forte volatilidade. A moeda variou entre R$ 5,1659 e R$ 5,2488, sendo a primeira vez que fechou abaixo de R$ 5,20 desde maio do ano anterior. O movimento foi influenciado por fatores externos e pela dinâmica do mercado de câmbio nacional.
Embora indicadores econômicos locais, como o resultado primário do governo e a geração de empregos, sejam relevantes, as transações foram amplamente moldadas por eventos globais. O aumento das commodities, especialmente o petróleo, e a aversão ao risco no exterior foram determinantes. A expectativa de cortes de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) também gerou discussões sobre o impacto futuro na economia brasileira.
Os analistas acreditam que o real pode se beneficiar no curto prazo, impulsionado por um ambiente favorável para divisas emergentes. No entanto, as incertezas políticas e a possibilidade de novos cortes de juros nos EUA podem trazer volatilidade adicional. O enfraquecimento do dólar global tem sido visto como um movimento especulativo, o que pode afetar a trajetória da moeda brasileira nos próximos meses.

