Nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, o dólar apresentou uma queda acentuada, revertendo a leve recuperação observada no dia anterior. A desvalorização foi impulsionada por decisões do Federal Reserve, que renovaram mínimas em relação a várias moedas, especialmente das economias emergentes que dependem da exportação de commodities. O dólar foi cotado a 153,08 ienes, enquanto o euro e a libra também apresentaram queda em relação à moeda americana.
A valorização de commodities como cobre e ouro teve um papel crucial nesse cenário, beneficiando países como a África do Sul, que viu o rand alcançar seu maior nível contra o dólar desde junho de 2022. Economistas do ING destacam que a influência das taxas de juros sobre o câmbio é limitada no momento, refletindo uma volatilidade significativa nas operações do dólar. O peso chileno também se valorizou, atingindo um patamar inédito desde setembro de 2023, à medida que o preço do cobre subia consideravelmente.
As implicações dessa desvalorização do dólar podem ser sentidas em diversos mercados internacionais, com os analistas sugerindo que a valorização das moedas emergentes pode não se sustentar por muito tempo. A Capital Economics prevê uma possível queda nos preços dos metais preciosos, o que pode impactar negativamente as economias que dependem fortemente dessas exportações. Assim, o futuro das taxas de câmbio e o desempenho do dólar permanecem incertos, em meio a um cenário econômico global em constante mudança.

