Claudia Leitte vence disputa judicial sobre intolerância religiosa

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

A cantora Claudia Leitte conquistou uma vitória significativa em um processo judicial que a acusa de intolerância religiosa. O caso foi movido pelo Ministério Público da Bahia, que busca a condenação da artista em R$ 2 milhões por danos morais coletivos. A polêmica surgiu após Leitte substituir o nome da deidade Iemanjá por Yeshua, uma referência a Jesus, durante sua apresentação em 2024.

Em decisão divulgada nesta quinta-feira, 29, a Justiça da Bahia rejeitou um pedido de tutela de urgência, alegando a falta de provas que indiquem risco iminente de racismo ou apropriação cultural. A juíza responsável pelo processo destacou que a troca de termos não implica automaticamente em discurso de ódio ou violação da dignidade da coletividade afro-religiosa. Mesmo com a decisão favorável, o processo segue em tramitação na Justiça.

O Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (IDAFRO) havia solicitado ao MP-BA que Leitte fosse proibida de se apresentar no Carnaval de Salvador em 2025, mas a artista já se apresentou em 2025 e está confirmada para o Carnaval de 2026. A continuidade do processo pode impactar sua carreira e a relação com a comunidade afro-religiosa, levantando discussões sobre liberdade de expressão e respeito cultural.

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