Os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgados em 19 de janeiro, revelaram preocupantes disparidades na qualidade do ensino de Medicina no Brasil. Apenas 49 faculdades alcançaram a nota máxima, enquanto 99 instituições se situaram entre os conceitos 1 e 2. A avaliação, que envolveu 89.024 participantes, expõe a realidade do ensino médico e suas implicações diretas no atendimento ao paciente.
Com apenas 67% dos alunos concluintes alcançando desempenho considerado proficiente, o Ministério da Educação anunciou a implementação de sanções para os cursos com notas insatisfatórias. Isso inclui auditorias e possíveis restrições na oferta de vagas para vestibulares. Especialistas, como a médica Elda Pires, ressaltam a necessidade de uma formação prática mais robusta, especialmente em hospitais e unidades de saúde, para garantir que os futuros médicos tenham a experiência necessária para atender adequadamente os pacientes.
Os resultados do Enamed também servem como um alerta para os pacientes, que devem adotar critérios objetivos na escolha de seus médicos. É fundamental verificar registros ativos no Conselho Regional de Medicina e a qualificação profissional, evitando decisões baseadas apenas em popularidade nas redes sociais. A construção de uma relação de confiança com médicos capacitados é essencial para um cuidado de saúde mais eficaz e individualizado.

