Wagner Moura reflete sobre arte e democracia em tempos de polarização

Thiago Martins
Tempo: 1 min.

Wagner Moura, indicado ao Oscar por ‘O Agente Secreto’, afirmou em entrevista à revista Variety que utiliza seus personagens como uma forma de reagir ao momento político e social atual. O ator ressaltou que a arte e o cinema assumem um papel crucial durante períodos de polarização e crise democrática, destacando a importância desses meios de expressão.

Moura também discutiu a atual dificuldade em debater ideias, ressaltando que a verdade se tornou subjetiva. Ele expressou preocupação com a polarização, que considera a maior ameaça à democracia, e mencionou que as pessoas estão mal informadas. O ator comparou a resposta do Brasil e dos Estados Unidos a contextos políticos desafiadores, citando os governos de Jair Bolsonaro e Donald Trump como exemplos alarmantes.

Por fim, Moura observou que a falta de experiência histórica com regimes autoritários nos Estados Unidos pode contribuir para a hesitação em estabelecer limites claros. Ele alertou que a ausência de reação a pequenas transgressões pode levar a um cenário mais grave, enfatizando a necessidade de vigilância cívica para proteger as instituições democráticas.

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