O Banco Central do Brasil anunciou que o déficit nominal do setor público consolidado atingiu R$ 115,502 bilhões em dezembro de 2025, um aumento em relação ao rombo de R$ 101,637 bilhões registrado em novembro. Comparado a dezembro de 2024, quando o déficit foi de R$ 80,372 bilhões, o cenário fiscal apresenta uma deterioração significativa. O total acumulado para o ano chegou a R$ 1,063 trilhão, representando 8,34% do Produto Interno Bruto (PIB).
Esse déficit nominal é calculado com base na diferença entre as receitas e despesas do setor público, incluindo o pagamento dos juros da dívida pública. O governo central contribuiu com um déficit de R$ 92,990 bilhões apenas em dezembro, enquanto os governos regionais e as empresas estatais apresentaram déficits de R$ 5,340 bilhões e R$ 3,307 bilhões, respectivamente. Esses números indicam um padrão preocupante de insustentabilidade fiscal.
Com déficits acumulados ao longo do ano totalizando R$ 950,567 bilhões para o governo central, R$ 101,227 bilhões para os governos regionais e R$ 10,780 bilhões para as estatais, a situação fiscal do Brasil exige atenção urgente. Especialistas alertam que a continuidade dessa trajetória pode comprometer a capacidade do governo de realizar investimentos essenciais e afetar a confiança do mercado. O desafio fiscal se intensifica em um momento em que a recuperação econômica ainda é frágil.

