O desembargador Ricardo Couto decidiu cancelar sua viagem e permanecer no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro durante uma agenda externa do governador Cláudio Castro. Sua presença visa preencher temporariamente a lacuna de poder no estado, já que a Assembleia Legislativa (Alerj) se prepara para a eleição indireta do novo governador. A situação gerou críticas e um clima de incerteza no meio político fluminense.
A discussão sobre as regras da eleição é acirrada, especialmente em relação a um projeto de lei que exige que candidatos ao cargo sejam indicados pelos presidentes dos partidos. Essa proposta é vista como uma tentativa de controlar o processo eleitoral e tem gerado resistência entre deputados. Além disso, o debate sobre a forma de votação, se aberta ou secreta, está em destaque, com a maioria defendendo a transparência através do voto aberto.
As tensões políticas na Alerj refletem um cenário conturbado, onde figuras como o ex-presidente da Casa, André Ceciliano, estão buscando apoio para se candidatar, mas enfrentam barreiras internas. Com a possibilidade de uma eleição em breve, as discussões sobre as regras e os candidatos se intensificam, indicando que o próximo período legislativo será crucial para a definição do futuro político do estado do Rio de Janeiro.

