No dia 18 de novembro, o Banco Central do Brasil decidiu pela liquidação extrajudicial do Banco Master, revelando que a instituição controlada por um empresário local possuía apenas R$ 4 milhões em caixa. Essa quantia é considerada irrisória para um banco que deveria ter uma liquidez em torno de R$ 3 bilhões, conforme destacou o diretor de fiscalização do BC, Ailton Aquino, durante depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro. A situação evidenciou a grave crise financeira enfrentada pelo banco, que acumulava dívidas bilionárias e não conseguia atender a seus clientes que solicitavam o resgate de investimentos.
A crise de liquidez do Banco Master culminou em um colapso que deixou 1,6 milhão de clientes sem acesso a seus recursos. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) foi acionado para socorrer os investidores, gerando indenizações que ultrapassam R$ 40 bilhões, tornando-se o maior resgate da história do Brasil. Essa situação expõe não apenas a fragilidade do sistema financeiro, mas também a falta de gestão eficaz por parte dos administradores do banco, que eram alertados sobre a deterioração da instituição.
Além disso, a discrepância entre a situação financeira do Banco Master e o estilo de vida ostentatório de seu controlador levanta questões sobre a ética na administração financeira. Por exemplo, foi citado que a quantia no caixa do banco não seria suficiente para cobrir os custos da festa de quinze anos de sua filha, que custou R$ 20 milhões e contou com artistas internacionais. Esse contraste acentua a necessidade de maior fiscalização e regulamentos mais rígidos no setor bancário para proteger os consumidores e investidores.

