O setor público consolidado do Brasil finalizou 2025 com um déficit primário de R$ 55 bilhões, conforme os dados divulgados pelo Banco Central. Este número representa um aumento de 15,5% em comparação ao déficit de R$ 47,6 bilhões de 2024, refletindo a pressão nas contas públicas em um cenário econômico desafiador.
Os dados abrangem a União, estados, municípios e empresas estatais, excluindo o setor financeiro e a Petrobras. O déficit do governo federal foi de R$ 58,7 bilhões, enquanto as estatais apresentaram um déficit de R$ 5,9 bilhões. Em contrapartida, estados e municípios registraram um superávit de R$ 9,5 bilhões, o que atenuou parcialmente o resultado negativo.
Além do déficit primário, a dívida bruta do Brasil subiu para R$ 10 trilhões em 2025, representando 78,7% do PIB. Esse aumento é um sinal de alerta para investidores e analistas, uma vez que a saúde fiscal do país é vital para sua estabilidade econômica. A elevação da dívida líquida, que atingiu 65,3% do PIB, também indica um agravamento das condições financeiras do governo, exigindo atenção das autoridades.

