O vírus Nipah (NiV), identificado pela primeira vez em 1998, voltou a ser foco de atenção após a confirmação de dois casos na Índia, onde a taxa de letalidade pode chegar a 75%. Os infectados, dois enfermeiros, apresentaram complicações neurológicas e estão sob monitoramento em Bengala Ocidental. A ausência de tratamentos ou vacinas eficazes agrava a situação, especialmente em um mundo globalizado.
O Nipah é transmitido principalmente por morcegos e pode afetar humanos através de alimentos contaminados. Desde sua descoberta, o vírus já causou 754 casos e 435 mortes em diversos países, com a Índia apresentando uma das maiores taxas de mortalidade. Especialistas alertam para a necessidade urgente de pesquisa e desenvolvimento de vacinas, dada a possibilidade de transmissão entre humanos que pode ocorrer em ambientes hospitalares.
Apesar do risco atual ser considerado moderado, a OMS e especialistas reforçam a importância da vigilância e preparação para evitar surtos futuros. A evolução do vírus e a sua capacidade de adaptação tornam a situação ainda mais crítica. Com o Nipah listado como patógeno prioritário pela OMS, a colaboração internacional e a conscientização entre profissionais de saúde são essenciais para mitigar os riscos associados.

