O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que janeiro de 2026 registrou 4.347 focos de calor, um aumento significativo em comparação com a média histórica. Este número representa um crescimento de 46% em relação ao ano anterior, com o estado do Pará liderando os registros, seguido por Maranhão e Ceará, que enfrentam sérios problemas de seca.
O quadro de seca persistente no Nordeste brasileiro contribui para a alta nos focos de calor, com o Maranhão enfrentando a maior incidência desde o início da série histórica em 1999. Apesar do aumento no número de focos, especialistas alertam que esse dado deve ser analisado com cautela, pois não necessariamente indica um aumento proporcional nas queimadas. As autoridades locais enfatizam a importância de políticas de prevenção e combate a incêndios florestais, além de campanhas educativas para a população.
Diante da gravidade da situação, os estados afetados implementaram ações de fiscalização e monitoramento, incluindo o uso de drones para identificar áreas críticas. O Governo do Estado do Maranhão destacou a necessidade de intensificar as medidas de prevenção, embora a severa estiagem continue a criar condições favoráveis para o aumento dos focos de calor. A resposta efetiva a essa crise ambiental é crucial para mitigar os impactos das queimadas e garantir a proteção dos ecossistemas locais.

