Em 30 de janeiro de 2026, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o Brasil atingiu a menor taxa de desemprego em 14 anos, com um índice de 5,6% em 2025. Essa redução é notável, especialmente em um contexto onde a taxa básica de juros foi elevada a 15%, o maior patamar em quase duas décadas. A coordenadora da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, Adriana Beringuy, atribui essa queda ao crescimento do consumo das famílias, que se manteve forte mesmo com os juros altos.
Os dados da Pnad revelam que o Brasil alcançou 103 milhões de trabalhadores ocupados, refletindo um aumento na renda e no salário mínimo, o que contribuiu para um ciclo positivo de consumo. Embora a taxa de juros tenha um efeito restritivo na economia, a demanda por bens não duráveis, como alimentos e serviços, mostrou resiliência, indicando que a recuperação econômica está em andamento. A pesquisa também destacou que, apesar do aumento no número de trabalhadores informais, houve crescimento no emprego formal, atingindo 38,9 milhões de pessoas com carteira assinada.
O panorama atual sugere que a economia brasileira está se adaptando a um novo normal, onde o consumo das famílias desempenha um papel crucial na manutenção da força de trabalho. O aumento do rendimento médio mensal, que chegou a R$ 3.560 em 2025, indica que os trabalhadores estão se beneficiando de um ambiente econômico em recuperação. Com a inflação sob controle e o crescimento da renda, o país pode esperar um cenário de maior estabilidade e oportunidades no futuro próximo.

