O Instituto Nobel confirmou, na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, que a divulgação antecipada do nome de María Corina Machado como vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025 ocorreu de maneira ilegal. O vazamento provocou uma significativa alteração nas apostas, com suas chances de vitória saltando de 3,75% para 73% nas horas que antecederam o anúncio oficial, previsto para o dia 10 de outubro. O porta-voz do instituto, Erik Aasheim, destacou que a prática levantou sérias preocupações sobre a segurança das informações da premiação.
Investigadores do Instituto Nobel identificaram vulnerabilidades em seu sistema de segurança, embora ainda não tenham conseguido determinar a origem do vazamento ou a identidade dos responsáveis. O diretor Kristian Berg Harpviken não descartou a possibilidade de envolvimento de um agente estatal, o que poderia agravar a situação para a já conturbada política venezuelana. Desde 2023, Machado lidera a oposição ao regime de Nicolás Maduro, que a impediu de concorrer nas próximas eleições, gerando um clima de tensão no país.
Diante desse cenário, María Corina Machado, que se encontra fora da Venezuela por questões de segurança, deverá comparecer à cerimônia de entrega do prêmio em Oslo. O Instituto Nobel, por sua vez, reafirmou que o comitê não comenta sobre as ações dos laureados após a premiação, mantendo o foco na avaliação das candidaturas. Este incidente não apenas levanta dúvidas sobre a integridade do prêmio, mas também destaca os desafios enfrentados pela oposição venezuelana em um ambiente político repleto de perseguições e manipulações.

