O Panamá anunciou, em 30 de janeiro de 2026, que está em negociações com a Maersk para assumir temporariamente a operação de dois portos anteriormente controlados pela empresa CK Hutchison, cuja concessão foi cancelada pela Justiça. A decisão da Suprema Corte panamenha, que invalidou os contratos, ocorreu após pressões internacionais, especialmente do governo dos Estados Unidos, que questiona o controle chinês sobre a hidrovia interoceânica.
O presidente panamenho, José Raúl Mulino, afirmou que a Maersk demonstrou disposição e capacidade para gerenciar os terminais em questão. Ele ressaltou que, apesar da transição, haverá um período de continuidade com a atual operadora. A anulação dos contratos, considerada inconstitucional pela empresa afetada, também tem gerado tensões diplomáticas com a China, que prometeu proteger seus interesses na região.
As repercussões dessa decisão podem ser significativas, dado que a rota do Canal do Panamá é crucial para o comércio global, especialmente entre Estados Unidos e China. A operação dos portos impacta diretamente milhares de famílias panamenhas que dependem das atividades da CK Hutchison. Além disso, a situação se complica em meio a negociações de venda dos portos e possíveis consequências legais se os interesses chineses não forem respeitados.

