Biofilme de pele de tambatinga se destaca como alternativa sustentável

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, e da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um biofilme inovador feito a partir da pele do tambatinga, um peixe amazônico. Este material sustentável é destinado a embalagens de alimentos e é produzido a partir de biopolímeros ricos em colágeno, visando reduzir o uso de plásticos convencionais. A pesquisa foi apoiada pela FAPESP e os resultados foram publicados na revista científica ‘Foods’.

A pele do tambatinga, resultado do cruzamento entre o tambaqui e a pirapitinga, possui propriedades funcionais que melhoram a qualidade da gelatina extraída. O biofilme demonstrou resistência e capacidade de bloquear raios ultravioleta, além de ser menos permeável ao vapor d’água em comparação com outros materiais similares. No entanto, sua sensibilidade à umidade limita sua aplicação a produtos desidratados, como nozes e castanhas, o que indica a necessidade de mais pesquisas para ampliar seu uso.

Os pesquisadores destacam a importância da continuidade do estudo para que o biopolímero possa ser aplicado também em alimentos frescos, produtos farmacêuticos e biomédicos. Essa inovação não só agrega valor à aquicultura, mas também promove uma cadeia produtiva sustentável e integrada. O avanço nesse campo poderia representar uma significativa contribuição para a redução do impacto ambiental das embalagens plásticas convencionais.

Compartilhe esta notícia