Na quinta-feira, 31 de janeiro, um deslizamento de terra nas minas de coltan em Rubaya, na República Democrática do Congo, causou a morte de pelo menos 200 pessoas. O acidente, que afetou mulheres e crianças, ocorreu em uma área controlada pela milícia M23, conhecida por sua exploração de recursos em condições precárias e insalubres.
As minas de Rubaya são responsáveis por mais de 15% da produção mundial de tântalo, metal crucial para a fabricação de eletrônicos, e a extração ocorre sob condições alarmantes, com túneis cavados à mão. A região já enfrenta uma grave crise humanitária, com milhões de deslocados e conflitos armados frequentes. Informações locais indicam que o número de mortos pode aumentar, uma vez que há relatos de pessoas ainda soterradas.
Em resposta à tragédia, o governo de Kivu do Norte anunciou a suspensão temporária das atividades nas minas e a relocação de famílias que habitavam áreas de risco. As condições precárias de trabalho e a falta de recursos para assistência emergencial evidenciam a necessidade urgente de intervenção e apoio internacional na região, que há décadas vive sob a sombra da violência e da exploração.

