Neste sábado (31/01), um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza deixou 32 mortos, incluindo três crianças, segundo autoridades locais. O Exército israelense afirma que a operação foi uma retaliação a uma violação do cessar-fogo por parte do Hamas, que, em resposta, contesta essas alegações. O bombardeio é considerado um dos mais intensos desde o início da trégua entre os dois lados.
Os alvos do ataque incluíram residências, um acampamento de deslocados e uma delegacia na Cidade de Gaza. O Hamas, que controla a região, não confirmou se suas instalações foram atingidas, mas a tragédia gerou críticas e apelos por contenção. Enquanto isso, os Estados Unidos pressionam para a implementação de um acordo que envolve o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses.
O ataque acirrou ainda mais as tensões na região, com o Egito e o Catar condenando as ações israelenses. O conflito, que se intensificou desde outubro de 2023, resultou em um elevado número de mortes palestinas, com autoridades estimando que cerca de 71 mil pessoas perderam a vida. A reabertura da passagem de Rafah, prevista para o domingo, se torna um ponto crucial no desdobramento da situação.

