Banqueiro defende tese para afastar acusações sobre transação bilionária

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

O banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) em um inquérito que investiga a suposta transferência de 12 bilhões de reais em títulos problemáticos do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB). Ele argumenta que, como o negócio não foi concluído, não haveria crime a ser investigado, embora sua versão não tenha convencido os investigadores da Polícia Federal.

Vorcaro alega que a transação foi abortada pelo Banco Central, e, portanto, não teria havido prejuízo para o BRB nem vantagem para o Master. Ele afirma que as carteiras de crédito, consideradas podres, nunca chegaram a ser efetivamente transacionadas, permanecendo em uma conta transitória. Contudo, essa tese foi rapidamente contestada por representantes da Polícia Federal, que apontaram a necessidade de provisões de 2,7 bilhões de reais por parte do BRB devido à transação.

As investigações revelaram que diretores do Master e do BRB tentaram ajustar a transferência de forma irregular, sem documentação adequada. O Banco Central identificou que parte dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Master estava vinculada a contratos fictícios. A situação continua a ser investigada, com a possibilidade de desdobramentos legais que podem envolver os principais atores do caso.

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