Jeffrey Epstein, o bilionário envolvido em um notório caso de tráfico sexual, invocou o direito ao silêncio ao ser questionado sobre o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, durante um depoimento em 2016. As transcrições desse depoimento foram recentemente divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA, revelando que Epstein se negou a comentar sobre sua amizade com Clinton, incluindo viagens conjuntas e visitas à sua ilha privada. A prática de invocar a Quinta Emenda da Constituição foi uma estratégia recorrente de Epstein ao se recusar a responder perguntas sobre sua conexão com o ex-presidente.
Durante o depoimento, Epstein também foi questionado sobre como o processo movido por Virginia Giuffre, uma das vítimas que denunciou os crimes, poderia impactar Clinton e outras figuras proeminentes, como o príncipe Andrew. O bilionário manteve-se em silêncio em relação a essas questões, o que levantou ainda mais especulações sobre a natureza de suas relações. Ghislaine Maxwell, associada de Epstein, já foi condenada por crimes relacionados ao aliciamento de menores e seu nome frequentemente aparece em discussões sobre a rede de abuso liderada por Epstein.
Embora Clinton não tenha sido indiciado até o momento e negue qualquer conhecimento sobre os crimes de Epstein, o caso continua a ser um ponto de controvérsia política. O ex-presidente e sua esposa, Hillary Clinton, foram intimados a depor, mas se recusaram, alegando perseguição política. As revelações sobre as ligações entre Epstein e figuras públicas, incluindo um e-mail de 2009 que menciona uma festa com Clinton, seguem a alimentar o debate sobre a responsabilidade de personalidades que cruzaram caminhos com o bilionário.

