Eiko Kawasaki, que deixou o Japão aos 17 anos em busca de uma nova vida na Coreia do Norte, relembra as promessas de um ‘paraíso na Terra’ que nunca se concretizaram. Desde então, ela e dezenas de milhares de outros imigrantes de origem coreana enfrentaram condições desumanas, sendo explorados para trabalho forçado e privados de direitos básicos. O retorno do assunto ao debate público no Japão expõe a gravidade da situação vivida por essas pessoas ao longo de mais de seis décadas.
Os relatos de Kawasaki e outros reclamantes revelam a dura realidade que contrasta fortemente com as promessas de educação gratuita, assistência médica e emprego garantido feitas pelo regime norte-coreano. Em vez disso, esses indivíduos foram submetidos a uma vida de extrema dificuldade e privação, além de serem impedidos de visitar suas famílias no Japão. A situação se agrava ao se considerar que muitos deles não conseguiram retornar, sendo forçados a viver longe de seus entes queridos por gerações.
À medida que o caso ganha novas atenções no Japão, surgem questionamentos sobre as implicações legais e políticas para o governo japonês e para as relações internacionais com a Coreia do Norte. As histórias das vítimas não apenas clamam por justiça, mas também levantam discussões sobre a responsabilidade do Japão em proteger seus cidadãos e abordar as consequências de políticas passadas. O impacto emocional e social desse tema é profundo e continua a ressoar entre as comunidades afetadas.

