O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, propôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nomeação de Guilherme Mello para uma das diretorias do Banco Central. Mello, que atualmente atua na Secretaria de Política Econômica, é conhecido por suas visões sobre o papel do governo na economia e pela formulação de políticas públicas. A formalização da indicação depende da aprovação do presidente e do Senado, em um contexto onde duas das nove diretorias estão sem titulares.
As direções vagas incluem a de Política Econômica, que é crucial para a elaboração de projeções macroeconômicas e decisões sobre a taxa Selic. Desde a saída de Diogo Guillen, a diretoria tem sido ocupada interinamente, uma situação que pode impactar a eficácia das políticas monetárias. A escolha de Mello pode refletir uma mudança na abordagem do Banco Central, priorizando o investimento público e a regulação da economia de forma mais ativa.
As implicações dessa indicação ainda são incertas, uma vez que fontes indicam que não há garantia de que Lula acatará a sugestão de Haddad. Essa situação levanta questões sobre a direção futura das políticas econômicas brasileiras e o possível impacto na inflação. A movimentação de Haddad é mais uma tentativa de moldar a autarquia com nomes alinhados à sua visão de economia, assim como ocorreu com Gabriel Galípolo.

