O euro atingiu seu maior patamar frente ao dólar americano desde 2021, levantando preocupações sobre os impactos econômicos na zona do euro. Em 2025, o dólar registrou uma desvalorização de 9,5%, refletindo a desconfiança dos investidores nas políticas econômicas dos Estados Unidos. A recente queda do dólar, que caiu 1,3% em relação a uma cesta de moedas, tem implicações diretas para empresas e consumidores europeus.
Economistas alertam que a valorização do euro, que agora está em 1,20 dólar, pode tornar as exportações europeias menos competitivas, prejudicando a manufatura na região. Embora a queda do dólar possa baratear as importações, o impacto negativo sobre o crescimento europeu é uma preocupação crescente. Especialistas como Jack Allen-Reynolds e Ricardo Amaro enfatizam que setores como o farmacêutico e automotivo estão particularmente vulneráveis a essas mudanças na taxa de câmbio.
A possibilidade de intervenção do Banco Central Europeu (BCE) tem sido discutida, já que a valorização do euro pode afetar as projeções de inflação. Apesar de muitos analistas acreditarem que não é o momento para grandes mudanças na política monetária, novos aumentos no valor do euro podem forçar o BCE a agir. O cenário atual sugere que empresas europeias precisam se adaptar a um ambiente econômico em constante mudança, onde a força do euro pode trazer tanto desafios quanto oportunidades.

