Justiça paulista suspende recuperação extrajudicial do St. Marche

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu suspender a homologação do plano de recuperação extrajudicial da rede de supermercados St. Marche, que enfrenta uma dívida total em torno de R$ 532 milhões. A decisão foi proferida pelo desembargador Jorge Tosta, que argumentou que o voto de um fundo de investimento do BTG Pactual não deveria ser contabilizado para a aprovação do plano, dada a natureza extraconcursal da dívida.

O St. Marche havia solicitado a homologação do plano em 16 de abril de 2025, com a intenção de reestruturar suas finanças sem recorrer à recuperação judicial convencional. O desembargador Tosta, alinhado ao parecer do Ministério Público, destacou que a aprovação do plano dependia do voto do BTG, que representava mais da metade dos créditos da empresa. A exclusão desse voto compromete a viabilidade do plano, uma vez que a maioria legal não foi alcançada.

Com a suspensão, a rede, que atende um público de alta renda e é controlada desde 2016 pela gestora L Catterton, vê sua reestruturação financeira adiada. A expectativa dos acionistas é concluir a recuperação para, posteriormente, considerar a venda do negócio. A decisão do TJSP levanta incertezas sobre o futuro da empresa e seus impactos sobre credores e funcionários.

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