Alemanha registra alta incidência de câncer, mas mortalidade diminui

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Um estudo do Instituto Robert Koch revela que quase metade da população da Alemanha, cerca de 49% dos homens e 43% das mulheres, deve ser diagnosticada com câncer ao longo da vida. Apesar dessa alarmante estatística, a pesquisa de 2023 mostra uma tendência de queda no número de novos casos e mortes, com 517.800 diagnósticos e 229 mil óbitos registrados. O boletim foi divulgado em celebração ao Dia Mundial do Câncer, em 4 de fevereiro.

O câncer de próstata, mama, pulmão e cólon representam a maior parte dos diagnósticos. A idade média para o diagnóstico é de 69 anos, mas alguns tipos de câncer, como o de testículo, afetam principalmente jovens adultos. Embora as taxas de mortalidade tenham diminuído em 31% entre homens e 21% entre mulheres nos últimos 25 anos, a incidência continua a ser uma preocupação de saúde pública no país europeu.

Comparando com o Brasil, onde foram registrados 704 mil novos casos em 2023, a Alemanha apresenta taxas de incidência moderadas dentro da União Europeia. A queda nas taxas de mortalidade indica um progresso significativo nos tratamentos e na detecção precoce da doença. No entanto, a ascensão de tipos específicos de câncer, como o melanoma maligno, ressalta a necessidade contínua de vigilância e inovação nas políticas de saúde.

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