Um recente conflito no Baluchistão, Paquistão, deixou mais de 190 mortos, incluindo quase 50 vítimas em ataques a bomba realizados por separatistas. As forças de segurança do Paquistão responderam com uma ofensiva que resultou na morte de 145 militantes em um intervalo de 40 horas, intensificando a escalada de violência na região, que é a mais pobre do país.
A violência foi atribuída ao grupo separatista Exército de Libertação Baloche, que reivindicou a autoria dos atentados, que visaram hospitais, escolas e mercados. O vice-ministro do Interior, Talal Chaudhry, informou que os ataques resultaram na morte de 17 membros das forças de segurança e 31 civis, enquanto os separatistas alegam ter causado mais baixas nas forças governamentais. Em meio a essa crise, o governo do Paquistão responsabilizou a Índia, uma acusação que foi negada pelo país vizinho.
As tensões entre as duas nações se acentuam, com os Estados Unidos manifestando solidariedade ao Paquistão e condenando os ataques como atos de terrorismo. A situação no Baluchistão é uma questão complexa, pois os separatistas afirmam que o governo paquistanês explora os recursos naturais da região sem beneficiar a população local. Este cenário ressalta a necessidade de um diálogo significativo para resolver as demandas históricas da região e mitigar a violência.

