Estudo da USP revela novas evidências sobre a origem da Via Láctea

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram estrelas com mais de 10 bilhões de anos, trazendo novas evidências sobre a formação da Via Láctea. Utilizando dados de telescópios e o código computacional Star Horse, o estudo sugere que essas estrelas são mais antigas do que a fusão galáctica que formou o disco fino da galáxia. A pesquisa foi publicada no The Astrophysical Journal e pode alterar a compreensão sobre a evolução galáctica.

A doutoranda Lais Borbolato, primeira autora do artigo, explicou que as análises revelaram que as estrelas do disco fino talvez tenham se formado antes da fusão com uma galáxia menor. Essa descoberta contradiz modelos tradicionais que afirmam que o disco fino só surgiu após a última grande fusão. Com uma amostra maior e mais confiável, os cientistas conseguiram mapear a distribuição de idades das estrelas, lançando novas luzes sobre sua formação.

As implicações do estudo são significativas, pois sugerem que o disco fino da Via Láctea pode ter uma origem mais complexa do que se pensava. As novas evidências podem levar a uma revisão das teorias existentes sobre a estrutura galáctica e a evolução das estrelas. Assim, o trabalho da equipe da USP não apenas contribui para o entendimento da Via Láctea, mas também desafia conceitos fundamentais na astrofísica contemporânea.

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