Neste domingo (1), o ativista de direitos humanos Javier Tarazona foi libertado após quatro anos e meio detido na Venezuela. A sua soltura coincide com um processo de libertação promovido pelo governo venezuelano, influenciado por pressões externas, especialmente dos Estados Unidos. Tarazona é um dos prisioneiros políticos mais reconhecidos, e sua saída da prisão foi confirmada por seu irmão à agência AFP.
Javier Tarazona, que dirigia a ONG Fundaredes, havia sido preso em julho de 2021 sob acusação de terrorismo e incitação ao ódio. Sua ONG denunciou a presença de guerrilheiros colombianos no território venezuelano e alertou sobre a escalada de violência na fronteira entre os dois países. A libertação de Tarazona ocorre em um contexto onde o governo de Delcy Rodríguez anunciou um processo de anistia abrangente para prisioneiros políticos.
A medida de libertação pode ser um sinal de mudança nas políticas do governo venezuelano, que enfrenta crescente pressão internacional. Além da libertação de Tarazona, o Foro Penal, que defende os direitos dos presos políticos, relatou a soltura de quase 400 pessoas desde dezembro, embora existam ainda cerca de 700 detidos. A proposta de transformar a prisão de Helicoide em um centro social e cultural também sugere uma possível mudança na abordagem em relação à dissidência política.

