O documentário de Robin Vanbiesen explora o trágico assassinato de Mawda Shawri, uma menina de dois anos, durante uma operação de controle de fronteira na Bélgica em 2018. A obra destaca as falhas da política de imigração europeia, utilizando a linguagem desumanizadora que caracteriza as narrativas sobre imigrantes. Através de documentos e testemunhos, o filme revela a brutalidade do sistema que falhou em proteger a vida da criança e responsabiliza os agentes envolvidos na operação.
Vanbiesen apresenta uma análise crítica da infraestrutura oculta que sustenta as políticas de migração, enfatizando a desumanização que essa abordagem provoca. A narrativa do documentário é permeada por revelações chocantes, como a forma como o corpo da criança foi tratado e as mentiras disseminadas pelas autoridades. O filme também expõe a maneira como o sistema de justiça procurou desviar a responsabilidade, colocando a culpa no motorista da van, em vez de investigar a ação policial inadequada.
As implicações do documentário são profundas, levantando questões sobre a ética das políticas de imigração e o tratamento de vulneráveis. Ao trazer à tona a história de Mawda, o filme convida o público a refletir sobre a necessidade de reformas na abordagem da imigração na Europa. A obra, portanto, não apenas documenta uma tragédia, mas também instiga uma discussão urgente sobre a responsabilidade do Estado em proteger vidas humanas.

