A inveja, uma emoção frequentemente ignorada, permeia o ambiente corporativo e afeta decisões e relações profissionais. Especialistas, como o psiquiatra Isaac Efraim e a neurocientista Daiana Petry, alertam que esse sentimento é amplamente presente, mas raramente discutido abertamente, o que pode resultar em consequências graves. Ignorar a inveja é considerado um erro estratégico que pode comprometer a saúde mental dos colaboradores e a eficácia organizacional.
A neurociência explica que a inveja é uma resposta automática do cérebro à comparação social, ativando circuitos cerebrais que interpretam a superioridade do outro como uma ameaça ao próprio valor. Ambientes de trabalho que promovem comparações constantes e metas agressivas amplificam esse sentimento, gerando ansiedade e um ciclo vicioso de insegurança emocional. Quando a comparação se torna crônica, o resultado pode ser a sabotagem ou a desqualificação do outro, criando um clima organizacional tóxico.
Para mitigar os efeitos da inveja, a liderança deve criar um ambiente de segurança psicológica e promover uma cultura que valorize o aprendizado e a colaboração. Reconhecer a inveja como um fenômeno humano e não moral é fundamental para que as empresas possam transformar essa emoção em uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento. Compreender e gerenciar a inveja pode levar a um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

