Cortes de ajuda podem provocar 22 milhões de mortes evitáveis até 2030

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Um estudo recente revela que os cortes na ajuda internacional podem levar a mais de 22 milhões de mortes evitáveis até 2030, incluindo 5,4 milhões de crianças com menos de cinco anos. A pesquisa, publicada na Lancet Global Health, destaca que essas mortes podem ocorrer se os orçamentos dos países doadores, como os Estados Unidos e o Reino Unido, continuarem a ser drasticamente reduzidos.

Nas últimas duas décadas, houve uma queda significativa no número de crianças jovens que morrem devido a doenças infecciosas, resultado de investimentos direcionados ao mundo em desenvolvimento. No entanto, essa tendência positiva está sob risco de reversão, visto que os cortes orçamentários abruptos por parte de nações doadoras ameaçam os avanços conquistados. A pesquisa enfatiza a importância contínua da ajuda humanitária para a saúde infantil global.

As implicações desses cortes são alarmantes, pois podem resultar em um aumento no sofrimento e na mortalidade infantil em regiões que já enfrentam desafios significativos. Especialistas alertam que, sem um comprometimento renovado com o financiamento de saúde, muitos dos progressos feitos nas últimas décadas podem ser perdidos. A urgência de resposta por parte da comunidade internacional é clara, dado o potencial impacto nas vidas de milhões de crianças.

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