Pesquisas demonstram que eleitores em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, estão buscando informações sobre candidatos por meio de chatbots como ChatGPT e Gemini, levantando preocupações sobre a precisão das orientações. Um estudo na Holanda, por exemplo, indicou que 10% dos eleitores considerariam seguir recomendações de chatbots, com a influência sendo ainda mais acentuada entre os jovens. No Brasil, 79% dos usuários de inteligência artificial utilizam essa tecnologia para obter informações sobre política e economia, superando o uso para entretenimento.
Os especialistas alertam para o fato de que muitas respostas fornecidas por chatbots são imprecisas, o que pode impactar a decisão dos eleitores em eleições acirradas. No caso da Holanda, a maioria das sugestões de chatbots concentrou-se em apenas dois partidos, enquanto no Brasil, a variação nas recomendações dos chatbots foi notável. A Justiça Eleitoral brasileira está adotando medidas para enfrentar distorções que possam surgir do uso de inteligência artificial durante o período eleitoral.
Apesar das tentativas de regulamentação, o cenário digital apresenta desafios significativos para a igualdade de condições entre candidatos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não busca controlar o conteúdo, mas sim garantir que todas as vozes sejam ouvidas de maneira justa. A questão da transparência no uso de inteligência artificial será crucial para as próximas eleições, com o Ministério Público Federal destacando a importância de monitorar as fontes de informação que alimentam essas ferramentas.

