Dois membros da equipe de Israel e Palestina da Human Rights Watch (HRW) anunciaram suas demissões em razão do bloqueio de um relatório que caracteriza a negação do direito de retorno dos refugiados palestinos por parte de Israel como um crime contra a humanidade. Omar Shakir, que liderou a equipe por quase dez anos, e a assistente de pesquisa Milena Ansari, expressaram em cartas de demissão que a decisão da liderança da HRW contradiz os processos normais de aprovação da organização.
O relatório, que havia sido suspenso para mais análises, levanta preocupações sobre a influência política na HRW, sugerindo que a organização priorizou evitar reações adversas em vez de se comprometer com os princípios do direito internacional. As cartas de demissão foram divulgadas por veículos de mídia, incluindo Jewish Currents e o Guardian, ressaltando a tensão entre a missão da HRW e pressões externas.
Esse desdobramento pode impactar a percepção pública sobre a HRW e sua capacidade de agir de forma independente em questões controversas. A situação destaca a crescente pressão sobre organizações de direitos humanos, especialmente em contextos geopolíticos complexos como o do Oriente Médio, e levanta questões sobre a integridade de suas investigações e relatórios.

