Documentos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que o falecido agressor sexual Jeffrey Epstein pode ter atuado no Brasil. Segundo relatos, há cerca de 4 mil menções ao país, incluindo depoimentos de testemunhas que afirmam que Epstein se encontrava com menores durante suas visitas. Um dos depoimentos destaca que ele mantinha contato com uma mulher que fornecia garotas para prostituição, algumas delas menores de idade.
Além de depoimentos, os arquivos revelam trocas de e-mails que demonstram o interesse de Epstein em expandir sua influência no Brasil, especialmente no mercado da moda. Ele planejava adquirir uma agência de modelos ou criar um concurso de beleza para acessar jovens modelos. Em 2016, discutiu a compra de uma revista de moda brasileira como uma estratégia para atrair garotas para castings, embora a negociação tenha sido abandonada por receios financeiros.
As implicações desses documentos são preocupantes, pois evidenciam não apenas a possível exploração de menores, mas também a complexa rede de contatos que Epstein mantinha no Brasil. A revelação de tais atividades pode levar a investigações mais profundas sobre o tráfico de pessoas e a proteção de jovens no país. O caso destaca a necessidade de vigilância e responsabilização em relação a abusos no setor da moda e além.

