No último domingo, 1º de fevereiro, uma reunião na comunidade quilombola de Giral, em Araçuaí, Minas Gerais, resultou em um confronto verbal entre a advogada Lívia Alves dos Santos e o procurador da República Helder Magno da Silva. A advogada, que está grávida de oito meses, registrou uma queixa policial alegando que o procurador a ameaçou e se comportou de maneira hostil, o que levou moradores a intervir para evitar uma possível agressão física.
O Ministério Público Federal, por sua vez, refutou as acusações, afirmando que não houve agressões e que o procurador apenas atuou para proteger os direitos da comunidade durante um debate sobre a consulta prévia, um tema sensível para a população local. De acordo com a instituição, vídeos que circulam nas redes sociais não refletem a totalidade dos fatos e o procurador agiu dentro de suas atribuições para evitar a manipulação da comunidade por interesses externos relacionados à mineração.
As declarações da advogada levantam questões sobre a imparcialidade do procurador, que foi à reunião com um atraso significativo e não cumprimentou Lívia. O caso destaca a tensão existente na comunidade quilombola de Giral, que enfrenta pressões externas relacionadas a projetos de mineração, e a necessidade de garantir os direitos e a representação adequada da população local em processos que os afetam diretamente.

