Justiça nega habeas corpus e mantém prisão de piloto após agressão

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O desembargador Diaulas Costa Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, rejeitou o habeas corpus solicitado pela defesa do piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, nesta segunda-feira (2). Turra foi detido na semana passada após agredir um adolescente de 16 anos, que segue internado em estado grave na UTI do Hospital Águas Claras, em Brasília, resultado de um desentendimento relacionado a um chiclete arremessado. A decisão do magistrado reafirma a gravidade do caso e a necessidade de manter a prisão do acusado.

Na análise do desembargador, a agressão não foi considerada um ato impulsivo típico da juventude, mas sim um ato de violência desproporcional. O vídeo que fundamenta a acusação mostra a brutalidade da ação, o que levou o juiz a determinar que a prisão é essencial para a integridade das investigações. Além disso, o desembargador afirmou que Turra não tem direito a uma cela especial, alegando que sua integridade física deve ser garantida durante o encarceramento.

A defesa do piloto contestou a prisão, argumentando que ele possui residência fixa, não tentou fugir e colaborou com as investigações. Os advogados afirmaram que a prisão foi baseada em vídeos disponíveis na internet, sem que houvesse um devido processo legal e contraditório. Eles também expressaram preocupações sobre a segurança de Turra devido à exposição midiática do caso, solicitando uma reavaliação da situação.

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