A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em 3 de fevereiro de 2026, confirmou a intenção do Banco Central de iniciar um ciclo de redução na taxa Selic. Com a produção industrial apresentando uma queda de 1,2% entre novembro e dezembro de 2025, o Copom sinalizou que o primeiro corte pode ser de 0,50 ponto percentual, superando as expectativas de 25 pontos-base previamente discutidas.
Além de reforçar a tendência de cortes, a ata também destacou a melhoria nas expectativas inflacionárias e um cenário econômico global mais favorável. Instituições financeiras como Santander e Itaú ajustaram suas projeções, aumentando a expectativa do primeiro corte da Selic para 50 pontos-base, refletindo um consenso crescente no mercado sobre essa possibilidade. Essa mudança é vista como uma resposta ao desempenho econômico e à pressão inflacionária moderada.
Os analistas do mercado, como Luciano Rostagno e o economista Marco Antonio Caruso, atribuíram a movimentação das taxas de juros às condições econômicas, apontando que a política monetária restritiva está começando a mostrar resultados. A expectativa é que, se a produção industrial continuar a cair, o Banco Central poderá adotar uma postura mais agressiva na redução da Selic, impactando diretamente o custo do crédito e a atividade econômica no país.

