O Ibovespa registrou um novo recorde histórico nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, ao finalizar o dia a 185.674,43 pontos, após ter alcançado 187 mil pontos durante o pregão. A alta de 1,58% marca uma continuidade da recuperação observada desde a última segunda-feira, enquanto o giro financeiro alcançou R$ 36,5 bilhões. Em contraste, as bolsas de Nova York enfrentaram perdas, refletindo uma tendência de rotação de ativos que favorece mercados emergentes como o Brasil.
Esse desempenho do Ibovespa é impulsionado por expectativas de cortes na taxa Selic, conforme mencionado na ata do Copom, que sinaliza uma redução de 0,50 ponto nas próximas reuniões. As ações de setores como varejo e consumo experimentaram altas significativas, com empresas como Cyrela e Magazine Luiza liderando os ganhos. Além disso, a entrada de capital estrangeiro na B3 tem sido notável, com um fluxo líquido de R$ 26,313 bilhões apenas em janeiro, o segundo melhor resultado da série histórica.
Os analistas acreditam que, apesar do otimismo atual, o desempenho financeiro das empresas brasileiras poderá ser mais modesto devido ao desaquecimento econômico causado por juros elevados. Setores com forte exposição à economia interna podem enfrentar desafios, enquanto aqueles ligados à economia global estão suscetíveis a tensões geopolíticas e tarifas impostas pelos Estados Unidos. O cenário aponta para um mercado em evolução, com um equilíbrio entre a expectativa de crescimento e os riscos associados ao ambiente econômico global.

