Nesta terça-feira, 3, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) deu início ao seminário que discute a agenda legislativa da indústria para 2026, com foco em temas prioritários como a manutenção da jornada de trabalho 6×1 e a regulamentação da Inteligência Artificial. O evento conta com a participação de mais de 700 representantes do setor, incluindo empresários e dirigentes de federações, e as discussões estão programadas para se estender até quarta-feira, 4, com o intuito de definir projetos de lei a serem acompanhados pelo Congresso Nacional.
O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, destacou que a entidade espera priorizar mais de 100 projetos, com ênfase em áreas como a reforma da Lei Geral de Concessões e parcerias público-privadas, além de mudanças na tributação e propostas trabalhistas. A CNI manifestou-se contrária à redução da jornada de trabalho, argumentando que tal mudança poderia comprometer a competitividade da indústria e a geração de empregos. A confederação também defende um debate mais amplo sobre a regulamentação da Inteligência Artificial, buscando garantir segurança jurídica sem inviabilizar a inovação.
Além disso, a CNI apoia a modernização da legislação de infraestrutura e do marco legal do comércio exterior, considerando que essas atualizações podem facilitar investimentos e alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais. O seminário reflete a importância da articulação política e técnica para enfrentar desafios como o Custo Brasil e garantir a estabilidade econômica, visando fortalecer o setor produtivo e promover um ambiente de negócios mais favorável.

