Indicação de Guilherme Mello no BC gera apreensão no mercado financeiro

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

A recente indicação de Guilherme Mello, atual secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, para uma diretoria do Banco Central tem chamado a atenção no mercado financeiro. O temor se deve à sua ligação com o Partido dos Trabalhadores e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que levanta questões sobre a autonomia da instituição. A confirmação da indicação foi feita pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em uma entrevista esta semana.

Caso a indicação avance, o próximo passo será a sabatina e votação no Senado, o que é crucial, pois as diretorias do Banco Central lidam com áreas sensíveis como política monetária. O mercado busca previsibilidade e autonomia técnica, e qualquer sinal de incerteza pode aumentar a volatilidade dos ativos. Assim, a reação do mercado não é uma surpresa, refletindo a cautela em relação a decisões que podem impactar a economia.

Paralelamente, o Congresso aprovou rapidamente um reajuste para os servidores da Câmara e do Senado, prevendo aumentos escalonados até 2029. Essa medida pode permitir que alguns salários ultrapassem o teto constitucional, o que levanta questões sobre a sustentabilidade fiscal. Agora, cabe ao presidente Lula sancionar essas mudanças, que podem gerar desdobramentos significativos na gestão do recurso público.

Compartilhe esta notícia