Executivos da Drax levantaram preocupações sobre a validade das alegações de sustentabilidade da empresa, enquanto ela negava publicamente que estava cortando florestas primárias para abastecer a maior usina de energia do Reino Unido. Documentos judiciais revelaram que a companhia tentou garantir suas credenciais verdes a ministros e funcionários, em meio a um intenso escrutínio. As acusações emergiram após um documentário da BBC Panorama que alegava que a Drax queimava madeira proveniente de florestas antigas no Canadá.
Os documentos judiciais indicam que, apesar da defesa pública da empresa, existiam dúvidas significativas entre seus altos executivos sobre a ética e a sustentabilidade de suas práticas. A Drax se posicionou como uma empresa comprometida com a energia renovável, mas as recentes alegações questionam a veracidade dessa imagem. O uso de madeira de florestas primárias, que são ecossistemas críticos para a biodiversidade, levanta questões sobre a responsabilidade ambiental da companhia.
Os desdobramentos desse caso podem impactar não apenas a reputação da Drax, mas também a confiança do público e do governo em empresas que se comprometem com a sustentabilidade. Se as alegações forem confirmadas, a empresa pode enfrentar consequências legais e regulatórias severas. Esse episódio relembra a necessidade de transparência e responsabilidade nas práticas das empresas do setor energético.

