A comissária de eSafety da Austrália, Julie Inman Grant, revelou que a pressão regulatória sobre a plataforma X, de Elon Musk, chegou a um ‘ponto de inflexão’ após uma operação policial em seus escritórios na França. A ação, ocorrida na última terça-feira, é parte de uma investigação que envolve acusações graves, incluindo a posse e distribuição organizada de imagens de abuso infantil, bem como a violação de direitos de imagem através de deepfakes sexualizados.
A operação na França é um reflexo do crescente interesse global em regulamentar plataformas digitais, especialmente em relação a conteúdos prejudiciais. As investigações em andamento em diversos países, incluindo a Austrália, levantam questões sobre a responsabilidade das empresas em monitorar e controlar o conteúdo gerado por usuários. A Comissária Grant enfatiza que o foco regulatório não pode ser subestimado e que as ações tomadas agora podem definir o futuro da regulação das tecnologias de IA.
As implicações dessa investigação são vastas, podendo levar a uma revisão de políticas em nível internacional sobre a utilização de inteligência artificial e proteção à criança. O caso destaca a necessidade urgente de medidas mais rigorosas para proteger os usuários online e responsabilizar as plataformas que facilitam a disseminação de conteúdo abusivo. A pressão sobre a empresa X pode resultar em mudanças significativas nas práticas de governança da tecnologia e na forma como as plataformas lidam com conteúdos sensíveis.

