Em 4 de fevereiro de 2026, a ata do Copom indicou que o Banco Central do Brasil pode estar se preparando para iniciar cortes na taxa Selic, que atualmente está fixada em 15%. O gestor da Valor Investimentos, Daniel Telles, acredita que há espaço para um corte em março, enquanto outros especialistas expressam opiniões divergentes sobre a magnitude dos cortes, refletindo diferentes avaliações do cenário econômico.
O debate sobre a intensidade dos cortes é acirrado entre economistas. O professor Ricardo Rocha sugere um corte cauteloso de 0,25, enfatizando a importância de monitorar a inflação, que ainda está acima da meta. Por outro lado, Thiago Calestine, da DOM Investimentos, propõe um corte mais ousado de 0,50, alinhando-se com as expectativas do mercado que vislumbram uma política monetária menos restritiva após um longo período de juros elevados.
Essas discussões sobre a Selic têm implicações significativas para a economia brasileira, especialmente considerando a fragilidade fiscal do país. À medida que o Banco Central avalia suas opções, a abordagem adotada pode influenciar não apenas a inflação, mas também a confiança dos investidores e o crescimento econômico. A expectativa é de que o Copom continue a agir com cautela, testando o terreno antes de implementar mudanças mais drásticas em sua política monetária.

