No dia 4 de fevereiro de 2026, a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou, de forma repentina, reajustes salariais entre 8% e 9% para os servidores da Câmara e do Senado Federal. A votação recebeu apoio das mesas diretoras das duas Casas, mas provocou reações adversas entre economistas e investidores, que temem os efeitos sobre a saúde fiscal do país.
Economistas como Alex Agostini, da Austin Rating, afirmaram que a medida reflete uma “benevolência” nas despesas públicas, e que o Legislativo deveria dar o exemplo em tempos de crise fiscal. O aumento de gastos permanentes pressiona o Banco Central a manter a taxa de juros em 15%, dificultando o cumprimento das metas fiscais e aumentando a possibilidade de congelamentos orçamentários em um ano eleitoral.
Marcelo Mello, da SulAmérica Investimentos, alertou sobre o desalinhamento entre as políticas fiscal e monetária, destacando que os altos gastos não são sustentáveis. A dívida pública já preocupa, com previsões de que atinja 84% do PIB. Sem um esforço claro de ajuste fiscal, o cenário econômico tende a se deteriorar, resultando em juros altos e menor espaço para políticas públicas essenciais.

